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3 trabalho individual

Comentário à noticia relacionada com o poder de compra dos portugueses
Esta noticia que surge no Jornal de Noticias, publicada dia 16 de Dezembro após dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), relata claramente a polémica a volta do poder de compra dos portugueses, que ao longo dos anos se mantém sempre muito baixo relativamente aos restantes membros da União Europeia.
Portugal distancia-se cada vez mais dos seus parceiros, com um poder de compra de 76% bem longe dos 276% do Luxemburgo. Surge um pouco mais a baixo do meio da tabela do poder de compra entre uma lista de 37 países europeus mas mantém-se 24% inferior a média europeia.
O nosso pais permanece com o PIB per capita praticamente estagnado, aumentando apenas 1% entre 2004 e 2008. Para além da evidente distancia em relação a Europa no PIB per capita, este está também no 11º lugar na lista dos salários mais baixos com 525 euros mensais. Bem distante, mais uma vez, do luxem burgo que apresenta o valor mais elevado de ordenados mínimos de 1642 euros.
Não usufruindo de rendimentos mínimos elevados torna-se particularmente difícil aumentar o poder de compra dos portugueses. A solução poderá passar pela liberalização da economia e a ordenação do estado em termos financeiros, de maneira a que o desenvolvimento do mercado começasse.
Na minha opinião, o autor tem toda a razão e a solução deverá passar por uma revisão fiscal de maneira a aliviar o estado. Mas mesmo assim penso que isso não irá acontecer brevemente o que nos levará a permanecer nesta situação instável por um longo período de tempo e a recuperação será demasiado lenta para as necessidades cada vez maiores dos portugueses.
Os 3 conceitos referentes na noticia e sua breve definição:
  • Poder de compra: nível da capacidade financeira que um consumidor ou mercado tem para um bem ou serviço. Por exemplo se o rendimento de um consumidor se mantém mas o nível de preços aumenta o poder de compra irá diminuir o poder de compra esta altamente relacionado com o rendimento e o nível de preços.
  • Produto Interno Bruto(PIB): representa a soma (valores monetários) de todos os bens e serviços finais produzidos numa determinada região (país, estado, cidade), durante um período determinado (mês, trimestre, ano, etc). O PIB é um dos indicadores mais utilizados na macroeconomia com o objectivo de mensurar a actividade económica de uma região.
  • Salários mínimos: remuneração mínima estipulada por um governo para determinado número de horas trabalhadas. O salário mínimo é diferente em cada país.


( 2º trabalho individual, resposta as perguntas)



1. O que é afinal um país desenvolvido?

Um país desenvolvido é um país que tem um PIB per capita superior e que possui um índice de desenvolvimento humano (IDH) elevado.
Um país desenvolvido não é apenas aquele que possui uma economia e uma sociedade com muita pobreza e pouca industrialização. É, sobretudo, uma nação dependente, subordinada a interesses externos.
O conceito de país desenvolvido é utilizado para descrever os países
que têm alto nível de desenvolvimento económico e social, tomando como base alguns critérios. Quais critérios devem ser utilizados e quais países podem ser classificados como desenvolvidos são questões controversas e há um debate feroz sobre isso. Critérios económicos têm vindo a dominar as discussões. Um dos critérios utilizados é a renda per capita e o valor do produto interno bruto per capita de cada país. Outro critério económico é a industrialização. Os países onde os sectores terciário e quaternário da indústria predominam na economia são considerados desenvolvidos. Mais recentemente, uma outra medida, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), começou a ser utilizado. O IDH mede três dimensões: riqueza, educação e esperança média de vida e é uma maneira padronizada de avaliação e medida do bem-estar de uma determinada população. Os países desenvolvidos geralmente são os que apresentam IDH elevado. Países que não entram em tais definições são classificados como países em desenvolvimento ou subdesenvolvidos.
As sociedades desses países são altamente consumistas. A luta por melhores condições de vida da população é visível, principalmente no que diz respeito a uma melhor distribuição de renda, não existindo grandes disparidades entre uma classe social e outra. Os impostos cobrados são directamente direccionados à construção de escolas, habitações, estradas, hospitais, programas de saúde e aposentadorias mais justas. A democracia está totalmente implementada nas nações desenvolvidas. Há nos países desenvolvidos uma densa e articulada rede de cidades. O conceito de "país desenvolvido" é apenas uma referência económica e política, não reflectindo necessariamente o grau real de desenvolvimento social e cultural. Há quem questione se os países onde não há direitos civis e políticos, onde não existe segurança social e onde ainda se aplica a pena de morte e os maus tratos aos reclusos, serão mesmo desenvolvidos, ou se apenas sofreram de crescimento económico.



2. Exemplos de países desenvolvidos.

EUA; Canadá; Portugal; Espanha; França; Alemanha; Inglaterra; Escócia; Irlanda; Japão.



3. Quais são os aspectos (variáveis) chave para o desenvolvimento de um país ?

Os aspectos chave para o desenvolvimento de um pais são os recursos naturais, os recursos financeiros, conhecimento, inovação, investimento.



4. Porque há tantas diferenças entre o nível de desenvolvimento dos países?

Países desenvolvidos são países centrais. São países historicamente detentores de tecnologia, capital, poder bélico e económico em cujos territórios a população goza de uma qualidade de vida considerada de alta qualidade.
Os países subdesenvolvidos são países periféricos. Países subdesenvolvidos têm uma baixa taxa de sobrevivência na natalidade de sua população, baixa expectativa de vida
Os países centrais (desenvolvidos) necessitam dos países periféricos para manterem sua qualidade de vida. É dos países centrais que vêm empréstimos constantes de dinheiro, (dependência económica dos países subdesenvolvidos), importação de tecnologia, de cultura, remédios, investimentos na economia.
Os países periféricos vivem da exportação de seus produtos, a maioria produtos como minerais ou bens semi-facturados para a fabricação de bens nos países centrais. Os países periféricos, subdesenvolvidos, são países historicamente exportadores de alimentos, assim como de vegetais de raíz, folhas, ou oleaginosas. Os países subdesenvolvidos são profundamente dependentes da exportação de seus produtos para saudar seus compromissos relativos a débitos acumulados em grandes empréstimos feitos junto a bancos internacionais. Países periféricos são países endividados e comprometidos com os países centrais.
Historicamente, os países centrais, a partir do séc. XV, começaram a conquistar o mundo em busca de produtos para extrair em outras terras e traze-los para suas indústrias. Por onde passavam, anexavam territórios e faziam colónias em torno do mundo. As colónias eram populadas aos poucos e seu papel era o de fornecer material para o desenvolvimento dos países "descobridores"ou "fundadores", as metrópoles.Confrontadas com as altas exigências das metrópoles, as regiões periféricas foram se libertando aos pouco das regiões metropolitanas, e se tornando países independentes. Algumas regiões, como as ex-colónias do mundo inglês, conseguiram manter uma independência financeira e tornaram-se de países meramente periféricos em países centrais. O maioria dos países centrais, contudo, continuou dependente economicamente dos países desenvolvidos e pouca coisa mudou em mais de 5 séculos, talvez apenas o montante de capital, que migrava para os cofres de países colonizadores, Ibéricos, e hoje migra para os cofres de países diferentes dos antigos colonizadores, na Europa e dos EUA. A dependência destas regiões do mundo, e destes países, é grande e a liberdade política chega ao ponto de ser mesmo apenas "formal". Em última análise, os países subdesenvolvidos são dependentes de fato em todos os sentidos dos países desenvolvidos, económica e politicamente. Intervenções militares ou imposições de acções, seguidas de ameaças e vindas de países centrais, por exemplo, não são algo incomum no correr da História.





(1º trabalho individual, tema opcional)


O impacto do turismo na economia
O turismo surge como actividade económica dominante, ou potencialmente dominante, onde tem uma participação estruturante, ou onde se insere em economias dinâmicas . È igualmente relevante como factor de dinamização local, não esquecendo no entanto o principal elemento diferenciador do turismo, a descontinuidade espacial que emerge de condições geográficas, climáticas e culturais.

Existe já um instrumento que permite medir o real impacto da actividade turística na economia, a Conta Satélite de Turismo, implantado em Portugal o ano passado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). A Conta Satélite de Turismo (CST), ao medir o valor gerado pelo movimento turístico, no conjunto de actividades económicas tão distintas, como as de alojamento, alimentação, transportes, recreativas e culturais, entre outras, possibilita a identificação do real impacto que o turismo gera nas economias nacionais medido pelo produto interno bruto (PIB).
O conceito de Conta Satélite foi desenvolvido inicialmente pela Organização das Nações Unidas (ONU) para que se pudesse ter a real dimensão de sectores económicos que não podem ser definidos como indústrias nos Sistemas de Contas Nacionais, exactamente, como no caso do turismo, uma actividade maioritariamente identificada pela prestação de serviços.

Pelas características da produção turística existe uma séria dificuldade em se determinar a renda decorrente do consumo da produção dita turística, ou seja, assinalar o limite do que é ou não é turismo representa um grave problema, dado não haver uma clara definição da actividade turística, no seu contexto económico.
De acordo com vários especialistas, o valor ou percentagem da renda que possa ser atribuída ao turismo, poderá ser decomposto em três categorias específicas:


1ª- ramos produtivos plenamente turísticos (hotelaria, restaurantes, transportes, agências de viagens, centros urbanísticos e de recreação)

2ª- ramos produtivos que vendem serviços ou bens aos turistas, sem que sejam considerados sectores turísticos (estabelecimentos comerciais, bancos, reparo de veículos)

3ª- renda de sectores industriais, agrários ou de serviços, gerado pela repercussão da demanda turística, ou seja, construção, alimentação, obras de infra-estrutura.


A vertente económica do turismo em Portugal.

O turismo é um dos mais importantes sectores da economia portuguesa, representando cerca de 8% do PIB e absorvendo perto de 10% do emprego. O aumento do número de turistas e a importância estratégica deste sector, traduzida nas receitas que proporciona, na mão-de-obra que ocupa e nos efeitos multiplicadores que induz em várias áreas, tem levado os agentes económicos, perante a concorrência internacional, a adoptar um conjunto de medidas dinamizadoras, especialmente no âmbito da oferta.
Podem considerar-se factores-chave da atracção de Portugal como destino turístico, o agradável clima português e a beleza da sua costa marítima de 1.792 km. Acresce que a paisagem, a cultura, os locais históricos e monumentos, o ambiente hospitaleiro, as infra-estruturas para a prática de desportos náuticos e radicais, e sobretudo de golfe, bem como o nível da hotelaria são aspectos importantes na qualidade do turismo em Portugal.
Portugal tem conseguido manter a sua participação a nível mundial, ao contrário do que se verifica com muitos dos seus concorrentes europeus, apesar da emergência de novos destinos que têm afastado os turistas dos mercados tradicionais. O país posicionou-se, em 2004, em 19º lugar no "ranking" dos principais destinos turísticos, com 11,6 milhões de turistas, e na 21ª posição no “ranking” das receitas, com 6,3 mil milhões de euros.
Quanto ao número de dormidas de estrangeiros na hotelaria, a evolução no período 2000-2004 não mostra uma tendência crescente, excepto em 2001. Embora se tenha registado um importante evento em 2004 – o campeonato europeu de futebol –, não houve reflexos significativos no número de dormidas na hotelaria, pois o aumento de dormidas incidiu noutro tipo de alojamentos.
Embora tenha havido recentemente uma expansão significativa da capacidade de oferta turística no que respeita aos alojamentos hoteleiros, verificou-se, por outro lado, um movimento do sentido de uma maior diversificação da oferta. É neste contexto que se enquadra o desenvolvimento importante das modalidades de alojamento que compõem o turismo no espaço rural (turismo de habitação, turismo rural e agro-turismo).
A maior parte dos turistas que visitam Portugal são oriundos da Europa Ocidental, particularmente dos países da UE. Os EUA são a mais importante fonte de turistas fora da Europa. Esta situação pode constatar-se através da repartição das dormidas de estrangeiros em 2004, pelos principais países de origem: Reino Unido (30,8%), Alemanha (16,4%), Espanha (10,4%), Países Baixos (6,5%), França (4,8%), Irlanda (4,1%), Itália (3,2%), Suécia (2,7%) e EUA (2,5%).
As receitas de turismo têm registado acréscimos nos últimos anos, tendo chegado a 2004 com 6,3 mil milhões de euros, um incremento de 7,7% em relação ao ano anterior. No período 2000-2004 apenas em 2002 e 2003 se registaram ligeiros declínios, relacionados com a situação global que se viveu no turismo nesses anos. Nesse quinquénio, a taxa média de crescimento anual foi de 5,0%.
Portugal possui recursos e potencialidades turísticas extraordinárias sobre as quais se tem vindo a desenvolver uma actividade relevante e com peso crescente na economia do país e que pode permitir, segundo o Orçamento de Estado para 2006, desenvolver o “cluster” Turismo - Lazer como um sector estratégico prioritário para o país. A estratégia de promoção e desenvolvimento deste “cluster” deve atender às múltiplas dimensões do sector, nomeadamente o potencial para aumento das receitas externas, para a cobertura do défice da nossa balança comercial, para o combate ao desemprego, para a valorização do património natural e cultural do país, bem como para a melhoria da qualidade de vida dos portugueses e para a atenuação das assimetrias regionais. O futuro do sector passa por uma perspectiva de sustentabilidade ambiental, económica e social, no quadro de um novo modelo de desenvolvimento do turismo que privilegie a qualidade, seja em termos de ambiente do destino turístico, seja no que refere aos empreendimentos e serviços turísticos.



A vertente económica do turismo em Portugal nos últimos anos.

O ano de 2008 caracteriza-se por uma desaceleração da actividade turística, quer como reflexo do efeito de base dos resultados anteriores, quer da consequência da menor performance económica da actual conjuntura económica mundial.
A procura turística, aferida pelo Consumo Turístico Interior em Portugal, atingiu os 17,5 mil milhões €, em 2008, mais 435 milhões € que no ano anterior (crescimento de 2,5%);

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Em 2008, estima-se que o Consumo Turístico Interior totalize 10,5% do PIB, registando um peso similar ao de 2007, depois de um crescimento de +0,8 % comparativamente a 2006 (9,7%);

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Em 2008, o Valor Acrescentado Gerado pelo Turismo (VAGT) ultrapassou os 7,1 mil milhões €, correspondendo a mais 82,2 milhões € relativamente a 2007, após um acréscimo absoluto significativo ocorrido em 2007, traduzindo-se em mais 628 milhões € relativamente a 2006 (+11,4%).

- Saldo da Balança Turística do primeiro semestre de 2008 (milhões de €): 3.263,8
- Receitas do turismo do primeiro semestre de 2008 (milhões de €): 5.333,5
- Despesas do turismo do primeiro semestre de 2008 (milhões de €): 2.069,7

Fontes:
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Direcção-Geral de Turismo (www.turismodeportugal.pt)
Instituto Nacional de Estatística (www.ine.pt)
www. alfa.com
Trabalho de João Albino Silva; titulo: Turismo, o espaço e a economia
http ://www.na.fib.br/observatorio/documentos/artigo6.pdf